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6 de mar de 2013

Série: Nashville

Quando eu comecei a assistir essa série, me senti mal por não conhecer quase nada da NOSSA cultura sertaneja. Qual o meu problema para gostar das música sertaneja americana - também conhecida como country - e nem conhecer direito a brasileira? E por isso eu quase parei de assistir... mas alguma coisa na série me fez continuar.
As músicas originais (eu acho) que cantam nem são muito boas, e curto apenas algumas. Não baixei nenhuma e não as escuto além do episódio. Mas combinam com a proposta.
A história vai além das protagonistas e tem vários arcos menores muito interessantes. Ninguém é muito inocente. Os impulsos de ser celebridade são mostrados, nas duas faces da mesma moeda, uma representada pela veterana Rayna, e a outra pela popstar Juliette. Enquanto a mais velha já passou por quase tudo que poderia ter passado como grande artista, a outra está no auge, aproveitando cada momento e cometendo todos os erros possíveis. Enquanto a primeira briga por uma família normal, querendo proteger as filhas e, se possível, o casamento, a segunda quer distancia da mãe drogada e ainda acredita que não precisa de ninguém para ser a melhor.
Ambas querem mudar seu estilo de música. Uma, quer rejuvenescê-lo, atrair um público mais jovem. A outra, quer crescer com o seu público, produzir uma música mais adulta. E nessas de "eu fui você no passado" e "eu quero ser você no futuro" as duas se odeiam.
Claro que tinha que ter um guitarrista no meio. O antigo amor de Rayna é um dos melhores guitarristas do pedaço e Juliette o que de qualquer jeito. E consegue em alguns momentos. Aliais, Deacon é um querido. Ex drogado, pai de uma das filhas de Rayna (shiiih ninguém sabe ainda), lutando contra os próprios desejos e sem saber que pode simplesmente ser.
E o mesmo tem uma sobrinha, super talentosa, mas sem noção de seu potencial. No começo, vivia para aquele namorado babaca. Quando a gente achava que ele ia fazer alguma coisa boa, tinha sempre uma intenção "malvada" (egoísta) por trás, enquanto ela fazia tudo por ele. Foi bem feito eles terem terminado e ainda não entendi o que o namorado ainda está fazendo na série.
Ela faz par com o Gunnar, outro fofo, meio babaca, apaixonado por ela desde sempre e que acaba sendo o responsável por mostrá-la o talento e juntos foram uma dupla muito fofa de música country. Para mim, as melhores músicas da série são as deles.
Do lado da Rayna temos um marido chato, um pai que não convence como poderoso, uma irmã meio perdida no meio e duas filhas fofas que sempre que aparecem chamam toda a atenção.
Quando falei do pai que não convence como poderoso é porque Rayna veio de uma família rica, poderosa e influente de Nashville, e teoricamente o pai seria o patriarca, dono do governo e acostumado a ter tudo o que deseja. Seria um personagem muito importante e merecia um ator de respeito. O ator atual não me convenceu. Tinha até achado que ele havia saído da série. Mas eis que ele aparece de novo.
Do lado da Juliette temos apenas uma mãe complicada, um quase marido jogador de futebol americano e um empresário bastante interessante. Desse lado da trama tem menos personagens, mas também menos erros e tem seu charme.
A série vale a pena dar uma conferida. Quando passa a discussão interna, e você percebe que sim, essa série poderia ser feita aqui no Brasil sem problemas, provavelmente seria bem legal, só que não é feita, a gente relaxa e aproveita. Afinal, mesmo as séries que são produzidas aqui são super complicadas de se ter acesso.

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