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5 de mai de 2013

Livro: Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado

Todas as pessoas aqui do RJ que um dia já foram alguma vez ao Clube do Livro da Saraiva conhecem esse livro, pois a mediadora do clube adora ele e fala bem praticamente todo o evento. Pelo menos, todos os que eu fui (Que confesso, foram poucos. Gostaria de ter tempo para ir a todos). Mas mesmo o amor dela pela livro não me convenceu a comprá-lo, mas convenceu uma amiga, e claro, peguei emprestado.
Confesso que o livro começa muito chato. A garota é completamente retardada. Fala sério, que garota de 17 anos não sonha em ser princesa? Vampira ainda, deixa tudo mais interessante. Mas a retardada não, ela não quer. O cara é gato, cavalheiro, príncipe, quer casar com ela... e ela prefere o vizinho fazendeiro e comum. Para quem acompanha Vampire Diaries, é como se a Helena tivesse o Damon e o Stefan para escolher, e ficasse com o Matt. Fala sério, né? O Matt é gato e tudo, mas não é o Damon. (ou o Stefan, se você é dessas). Não bastando isso, ela é uma menina de 17 anos que nunca beijou. Em que mundo isso acontece?
Mas da metade para o final ela se encontra com seu lado vampírico, assume a rainha que há dentro de todas nós, mulheres, e vai à luta. Claro que para deixar tudo interessante, nessa hora ele não quer mais ela, e tá pegando a líder de torcida loira e gostosa. Oh mundo cruel.
Confesso que a mitologia do livro é muito legal. A autora foi nos clássicos e tirou um vampiro que vive em um castelo medieval na Romênia, tinha instrumentos de tortura e usava a sensualidade para atrair suas vítimas. Direto de Bram Stoker. Mas eu confesso que senti falta da malícia, do sexo, do sangue que passei a esperar de histórias de vampiros. Ainda mais daquelas que vão beber na fonte e não nos derivados atuais. Mas com a menina virgem de 17 anos, e o vampiro apaixonado, isso ficou em falta. Tudo bem que com o nome do livro eu já tinha perdido o direito de esperar qualquer coisa do gênero, mas tiveram algumas cenas que ficaram faltando essas partes. True Blood e Garota Tempestade me acostumaram mal.
O livro tem um quê de diferente. E por mais que eu gostaria de dizer que não gostei, estaria mentindo. Da metade para o final, o livro ficou bastante interessante. Mas eu escreveria bastante diferente.
Para mim, a menina seria completamente promíscua, fazendo mil jogos com ele e o deixando louco. Ele ia na contrapartida, primeiro tentando ganhá-la com o cavalheirismo, e depois sendo mais radical. Os pais dela eu manteria, sendo que eles achariam que ela é uma santa. E claro, ela faria algum tipo de luta ou defesa pessoal desde sempre e saberia se defender.
Eu colocaria a Faith como protagonista. Ela seria a minha princesa rainha. Maliciosa, malvada. Não a retardada que acha que colocar o vestido da mãe dará qualquer poder mágico a ela. Tá bom, roupas mexem com a nossa auto estima e com isso, acabam de fato fazendo um bom líder, até concordo. Mas a mudança dela é radical demais para ser explicada apenas por um vestido.
Enfim, esse livro é mais um "guilty pleasure".
É uma série, e sua falta de sucesso no mercado editorial significa que a continuação não será lançada em um futuro próximo. Tem um conto disponível na site da editora, talvez eu leia.
Obs. Acho que a sextante já sabia que o livro não daria grandes lucros, e por isso resolveu usá-lo como um catálogo. Além de não ter espaço entre os capítulos, tem 4 páginas com os títulos da editora (detalhe que de todas os gêneros, não respeitaram nem o público que o livro tem) além da última página com o marketing direto da editora.

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