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11 de jul. de 2012

Filmes: Underworld / Anjos da Noite

Essa é uma série de 4 filmes até agora. E o que mais me chamou a atenção é que não achei a origem dela. Parece que foi feita mesmo pro cinema. Sinto que poderiam ser livros maravilhosos, em algumas cenas do filmes penso que é um vídeo game, mas quando fui procurar, não achei. Acho que poderia ser uma série televisiva, com os personagens mais bem trabalhados. No filme tudo acaba ficando meio corrido, e personagens que poderiam ser muito interessantes somem na história.
Mas voltando, comecei a ver essa série porque uma amiga tem o DVD do 1º filme. Perguntei pra ela sobre o que se tratava e a resposta foi algo como "é uma série sobre vampiros e lobisomens, mas eles são malvados, com sangue, tiro, porrada e bomba, bem diferente dessa modinha atual de vampiros românticos." Achei interessante e acabei pegando o DVD emprestado.
Assisti o primeiro filme, e como disse fui procurar o livro. Não achei.
Demorei pra conseguir acesso aos outros filmes e só recentemente vi todos eles. Logo vou escrever sobre os 4 de uma só vez, até porque os filmes são bem conectados e sinceramente achei 1 filme só sem graça, mas o conjunto gerou uma coisa diferente.

*** possui spolier de todos os filmes***

O primeiro filme começa nos apresentando os personagens e mostrando que existe uma batalha no submundo entre os lobisomens (chamados de Lycans) e os vampiros. A personagem principal é a Selene, uma vampira cujo papel é matar Lycans. (sim, eles possuem uma sociedade complexa, com direito a nobreza, anciões, líderes, casamentos...) Uma diferença dessa história pra todas as outras, ninguém é estéril, se vampiros e lobisomens fazem sexo, a mulher pode, e possivelmente vai, engravidar. O bebê ninguém sabe bem o que será. Nesse primeiro filme não deixam nascer. Além disso, não é bem comum - afinal eles se odeiam e quando se encontram estão tentando se matar.
A origem dos imortais se dá através de Alexander Corvinus, um humano que sofreu uma mutação e com isso ganhou a imortalidade. Essa mudança genética passou para seus filhos, Willian e Markus. 
Willian acabou sendo mordido por um lobo, se tornando o primeiro e mais forte lobisomem. Com um porém, ele não conseguia voltar a forma humana, e virou uma besta sem controle. Com o detalhe que sua mordida transformava o humano, virando uma praga sem controle. As pessoas transformadas também viravam bestas, com a forma de lobo, sem conseguirem retornar a forma humana.
Já Markus foi mordido por morcego, e virou a origem dos vampiros. Mas como sempre os vampiros são mais refinados e mordiam humanos apenas para se alimentar. Em uma tentativa de controlar o irmão e a praga dos lobisomens, Markus faz um acordo com Viktor, que se torna o 2º ancião do clã de vampiros.
E ai meio que começa a guerra.
Mas muitas dessas explicações você vai juntando de pedaços em cada filme. A história não é contada de uma vez só, e não é linear. Por isso é uma história que vale a pena prestar atenção, discutir com os amiguinhos e assistir mais uma vez.
Voltando a Selene, ela estará presente em 3 dos 4 filmes. E no primeiro filme ela conhece o amor da sua vida, um descente mortal de Alexander Corvinus que acaba se tornando um híbrido. Foi mordido por um lobisomem E um vampiro e virou algo no meio. Ele tem destaque no primeiro e no segundo filme, mas desaparece no quarto e nem aparece no terceiro.
Uma coisa que achei interessante nessa mitologia é o fato do sangue revelar toda a história para o vampiro que o bebeu. Nunca tinha visto essa particularidade. A história está contada no doce sabor vermelho do sangue da vítima.
O terceiro filme merece ser diferenciado pelo fato de ser no passado. Ele é uma história contada no primeiro filme, que justifica a raiva de Lucius - chefe dos Lycans, uma vez que Willian está preso e não consegue se controlar - porém mais detalhada. Confesso que achei o filme mais chatinho da sequência, e teria sido mais interessante se fosse contado mais do ponto de vista dos lobisomens. Porém ficou no meio termo, com a paixão dele pela Sonja, filha de Viktor - que de certa forma queria substituir a protagonista.
Já explicando, Lucius é um filho de lobisomem que sofreu mutação e por isso consegue controlar sua transformação - voltar a forma humana. Foi criado pelos vampiros, porém nunca tradado como igual. Era visto como um escravo, e usaram ele para criar outros, que também foram escravizados. Obviamente em algum momento eles se revoltam.
Então resumindo a história:
1º filme - personagens são apresentados, guerra está acontecendo. Selene começa a questionar a linha de comando, se apaixona e cria um híbrido em Michael. Selene mata Viktor, um dos anciões.
2º filme - Markus acha que consegue controlar Willian e quer ele liberto - afinal são irmãos. Selene impede com a ajuda de Michael (que só tem força, mas não sabe lutar). Markus e Willian acabam mortos, assim como Alexander Corvinus, que antes de morrer dá um legado a protagonista - a capacidade de andar no sol. Por isso o nome é evolução. Ela vira mais que uma simples vampira que sabe lutar. Uma coisa importante - Selene e Michael fazem sexo. (sim, isso é importante pro 4º filme)
3º filme - Eles resolvem voltar a origem, e exploram mais o personagem de Lucius, que diga-se de passagem foi morto por Selene no 1º filme. É chato assistir um filme que você já sabe como vai acabar - quem vai morrer e etc. A história É contada no primeiro filme.
4º filme - Aparece uma filha de Selene e Michael, uma híbrida ainda mais forte, mas que ainda não se desenvolveu completamente. Os humanos descobrem a existência dos vampiros e dos lycans (como não perceberam antes? eles faziam uma bagunça!!) e a sobrevivência passa a ser fugir dos humanos que saem matando todo mundo. A criança é uma graça, e adoro aquela atriz.
Uma coisa que não entendi desse filme é porque os pesquisadores preferem ser Lycans do que vampiros? Mas ai temos que pensar que toda a história foi contada do ponto de vista dos vampiros. Vai que os lobisomens tem alguma coisa a mais e não são tão inferiores como parecem em todos os filmes?
Como já falei antes, acho que é uma série que vale a pena prestar atenção. É uma mitologia muito bem construída, e realmente gostaria de um livro ou uma série para conhecer mais dos personagens. Se alguém souber de alguma coisa, me avise por favor.
E se alguém souber me explicar os olhos azuis dos vampiros também gostaria de entender. Alguns tem, outros não - em alguns vampiros eles só se tornam azul por algum motivo. Confesso que não entendi a razão deles.

6 de jul. de 2012

Livro: O Incêndio de Troia

Tenho que acrescentar:
Autora: MARION ZIMMER BRADLEY

Esse livro consegue, no final, conectar a Guerra de Troia com a Lenda do Rei Arthur. De maneira bem feita, simples, eficiente como só a Marion Z. Bradley poderia ter feito.

***Esse texto contém Spoilers***

Kassandra fundou Avalon.
Sim, a Kassandra, filha de Príamo (último Rei de Tróia), irmã de Heitor (herói da guerra de tróia, que foi morto por Akiles), assassina de Akiles (afinal foi ela que atirou a flecha envenenada no calcanhar de Akiles, dando inicio a expressão), irmã de París (que roubou a Helena de Esparta) e por último, sacerdotisa de Apolo, fugiu depois da queda de Tróia, se refugiou na Inglaterra e fundou Avalon, também conhecida como as terras das fadas, onde minha querida Morgana (irmã, amante entre outras coisas do Rei Arthur) vai protagonizar a série "Brumas de Avalon" escrito pela mesma Marion Z. Bradley. 
E foi esse final do livro que me encantou a tal ponto que achei o livro genial.


Começamos do inicio:
Brumas de Avalon é um dos meus livros favoritos de todos os tempos. Li há bastante tempo, mas lembro como me apaixonei pelos personagens, pela Deusa, mãe da terra. Me senti como uma própria sacerdotisa, e quando acabei de ler o livro queria embarcar diretamente pra Inglaterra, procurar Avalon e me tornar de fato uma sacerdotisa. Infelizmente, nunca consegui ir.
Até que recentemente um professor me contou que a mesma autora de Brumas tinha também escrito sobre a guerra de Tróia. (Infelizmente ela já morreu, logo não teremos mais Avalon decentemente) Então fui a procura do livro.


Todo mundo que conhece um pouco da história da Guerra de Tróia, sabe que os Deuses do Olimpo tem uma participação forte na lenda, e antes de começar a ler, me perguntar como a autora ia juntar a religião politeísta de Zeus com a grande Deusa, mãe de todos de Brumas. E isso fica bem confuso no começo do livro. Na verdade, no livro inteiro. Kassandra que apesar de se dedicar ao seu Deus do Sol - Apolo - virar sua sacerdotisa e tudo o mais, possui o dom da Visão e volta e meia vai para o templo da Deusa. A mesma assume um pouco a forma de Palas-Atenas - que seria a principal Deusa de Tróia. Kassandra teria o poder das mulheres dos dias antigos (desde sempre a religião pagã de Avalon era a antiga, né?)
A parte que achei mais legal foi a parte em que a briga dos Deuses, entre Apolo e a grande Deusa, ocorre dentro do corpo de Kassandra, que obviamente fica meio doente e talz. Achei essa sacada genial também.
O livro acaba resumindo a Guerra de Tróia em uma guerra para saber quem assumiria o poder, as mulheres ou os homens. Até antes da guerra, quem governava eram as rainhas, que tomavam parceiros quando se sentiam sozinhas, porém a linhagem era matriarcal.
Na terra de Príamo, a situação já começa a mudar um pouco. Hécuba, mãe de Kassandra, Heitor e etc, que seria a verdadeira Rainha de Tróia, porém ela abre mão do seu direto por amor à Príamo, e a dominação dos homens só gera destruição e guerra.
Confesso que o livro vai ficando meio cansativo. Até porque a guerra de Tróia durou 10 anos. E quase todos os personagens que aprendemos a amar acabam por morrer. Mas ei, já sabemos disso de princípio né? Mas mesmo sabendo quem deveria morrer, e mais ou menos como, não torna nada menos triste. Quase chorei no final do livro, quando os akaios de fato tomam posse da cidade e matam quase todo mundo.
Agamenon é um idiota, bruto, nojento. Em cada adaptação odeio mais esse personagem.
Outra coisa que gostei do livro foram os centauros. Na verdade, ela os descreve como uma tribo de homens, de baixa estatura, que vivem "livres" e montados nos cavalos. Visto de longe, eles até parecem ser um só com os animais. E são meio vândalos, porque invadem as cidades para roubar mulheres, depois as mutilam para que não possam fugir. Mas se dão bem com as Amazonas (tribo com quem Kassandra cresceu e aprendeu a ser uma guerreira).
Nesse livro Akiles é um bruto, louco a ponto de violentar o corpo de uma amazona depois de já a ter matado e no meio da batalha. Não tem nada do Akiles lindo interpretado pelo Brad Pitty nos cinemas.


É um livro muito maneiro. Cansativo, é verdade. Mas se você gosta da história de Tróia, de mitologia, da Marion Z. Bradley, é um livro imperdível.

2 de jul. de 2012

Aleatório: Vontade de Escrever

De vez em quando eu tenho vontade de escrever.
Mas é escrever, não digitar.

O que eu quero é a sensação do lápis deslizando sobre o papel, formando a palavra.
Quero escutar aquele som arranhado que lápis faz quando é arrastado pelo papel.
Minha mão ganha vida própria, meu pulso se movimenta. O peso do lápis, apoiado na minha mão direita, forma uma extensão de mim capaz de gerar escritos que podem durar mais que uma vida. Escritos cujo único suporte é o papel. Não dependem de sistema operacional, eletricidade ou qualquer outro equipamento moderno.
Às vezes gosto de brincar com a força que minha mão faz no papel, gerando traços mais fortes ou fracos.
Algumas vezes me esforço para fazer letras mais redondas, outras vezes mais quadradas. De vez em quando, simplesmente escrevo sem pensar na letra.
Quando eu estou com essa vontade, não me importa muito o que estou escrevendo. Algumas vezes fico só rabiscando. No final, o papel contém apenas traços sem sentido algum, presentes ali por um momento de prazer pessoal.
Um prazer infinitamente simples e individual.
Existe há muito tempo mas algumas pessoas insistem que vai morrer por causa das novas tecnologias...
Mas não é a necessidade que me faz escrever no papel, é a vontade.

23 de jun. de 2012

Filme: God Bless America

Esse filme foi lançado em 2011, mas até poucas horas atrás nem sabia da existência dele. O trailer foi postado no 9gag, um site que acompanho com alguma frequência, e após ver do que se tratava, arrumei o filme inteiro e assisti. E sinceramente, vale muito a pena.
O filme é uma grande crítica a mídia moderna.
Quando vi o trailer, pensei que teríamos uma situação a Lolita. Uma adolescente, envolvida sexualmente com um cara na faixa dos 40 ou mais. Mas na metade do filme, Frank - o protagonista - critica Vladimir Nabokov e essa apologia que tem hoje em dia a crianças como objetos sexuais.
Ele critica toda a nossa sociedade. Critica a TV americana, que hoje em dia só passa esses reality shows estranhos e incentivam as pessoas a serem egocêntricas. Reclama das pessoas que hoje em dia não levam mais o outro em consideração.
Na história, temos Frank, um cara com seus 40 e poucos anos, que sofre de insonia e dores de cabeça. É demito da empresa em que trabalha, logo está na merda. Não vendo saída, ele resolve se matar. Mas com a televisão ligada. Antes de se terminar o ato, ele vê uma garota mimada, rica, que só perturba todo mundo que tem um reality show dela, mostrando o quão fabulosa a vida dela é aos 16 anos. Em paralelo, Frank pensa na filha, que é uma mimada chata, bem americana, que reclama que a mãe comprou um Blackberry pra ela, e não o Iphone - rolando no chão e realmente reclamando. A filha deve ter uns 10 anos no máximo. Então Frank resolve levantar e ir até a cidade da garota.
Depois disso ele começa a matar pessoas. Pessoas que desrespeitam os outros, pessoas que usam a religião para espalhar ódio. Quando vi o trailer, achei que ele matava por qualquer motivo mínimo, mas isso não é verdade. Ele tem uma agenda muito bem feita.
Um dos discursos mais interessantes de Frank, feito logo no começo do filme, foi esse:



Depois disso, eu realmente não tenho mais o que comentar sobre o filme. É muito bom. Melhor do que imaginei pelo trailer.
Bom, segue o trailer oficial.



Assista, pare e olhe a sua volta. 
É nesse mundo mesmo que você quer viver? 
Quem vamos matar primeiro?

18 de jun. de 2012

Livro: O Poder dos Seis

Para quem não sabe, esse livro é a continuação do Eu sou o número 4 - que virou filme e ficou famosinho, mas não chegou a estourar. 
Como comecei a ler a série, gosto de ir até o final então acabei comprando e lendo o segundo livro. 
Meu grande problema com essa série é que os livros não tem finais decentes. Mas meu medo de que não seria escrito não se confirmou. Em inglês, já existe o próximo livro, além de vários livros menores, chamados de "legados de lorien" que contam alguma história que não é a principal. Sei que esses livros existem, porém ainda não comprei pra ler. Em português, se não me engano, só existe 1 desses menores. E o terceiro está para sair em outubro.
Voltando ao livro "O poder dos Seis", a história continua sendo narrada em parte pelo Número 4 e em parte pela Número 7 - que surge meio do nada. Quando li o nome, jurava que a história ia ser contada pela Número 6 - uma personagem bastante carismática, que apareceu no final do primeiro livro. Mas ela é mantida no papel de coadjuvante. Isso foi um ponto contra o livro.
Mas o livro está super bem escrito, com um leitura fácil que vai te levando. A Número 7 - com o nome de Marina - é uma personagem bem simpática também. Uma personagem forte, consciente, com legados (poderes) bem interessantes. Sua cêpan (treinadora) resolveu esquecer que vem de outro planeta e virar freira, e colocou a Marina no orfanato, ou seja, ela é uma loriena que tem o Cêpan ao lado, mas teve que desenvolver seus legados e aprender a lutar sozinha, e fez isso bastante bem. Então gostei das partes dela no livro.
Já as partes do Número 4 - John Smith está meio estranha. A relação do Sam, Seis e ele fica complicada, um triangulo amoroso estranho e sem sal. E ainda tem a Sarah - a humana que teoricamente é o amor de John no primeiro livro (que foi interpretada pela Dianna Agron, e é ela que eu vejo sempre) - criando um quadrado amoroso mais estranho ainda. Além disso eles estão sempre correndo, fugindo e meio perdidos. As partes das lutas e desenvolver os legados são interessantes, se você gosta dessas coisas. O mais interessante nessa narrativa é a carta do Henri contando a "profecia" dos 9 e explicando os legados. 
Bem no final do livro, eis que aparece a número 10 (mas não eram 9? leia o livro pra entender - é interessante) e o número 9 que nomeia o próximo livro da série, mas como ele acaba o livro fugindo com o número 4, estou achando que a narrativa continuará sendo a da John Smith nos próximos livros.
Então acabamos o livro com o 4, 6, 7, 9 e 10 apresentados e prontos para lutar. Apenas 1 cêpan sobrevive.
É uma história que está me ganhando seriamente, quero muito saber o final e quero conhecer mais dos personagens. Os lorienos são bem seres muito interessantes. 
Espero que tenha final e este seja legal. Recomendo a todos que gostam de histórias de super heróis, mais que ficção-científícia. Vejo tranquilamente quadrinhos em um futuro, mais do que filmes, para ser sincera.

9 de jun. de 2012

Série: Community

Essa foi uma série que me apaixonei e me decepcionei muito rápido. A primeira temporada, recomendo a todos! É muito legal. A segunda e terceira... não! Eles não conseguiram manter o padrão...
A série se trata de uma "Community College" ou seja, uma faculdade que não tem renomes e é conhecida justamente por abrigar pessoas que não conseguiram entrar nas boas universidades americanas.
E como virou moda nos EUA's, na série temos um personagem de cada etnia, religião, idade - todos os esteriótipos são levados ao extremo.
Lembra um pouco de Glee, e o engraçado é que eles foram lançados no mesmo ano - quase juntos. Diferenças básicas, Glee é no ensino médio e tem música, já Community é uma universidade, as poucas músicas normalmente são cantadas sacaneando Glee.
Na primeira temporada eles são autênticos, com discussão interessantes sobre religião, preconceitos - principalmente racismo. Falas que já foram parar na 'Hot Page do 9gag' - que foi o que me chamou para assistir a série em primeiro lugar.
Para justificar o grupo tão heterogênico, no primeiro episódio é mostrado Jeff, o gostosão que fingia ser advogado - foi pego com o diploma falso, e está indo pra universidade apenas para tirar o diploma de verdade e voltar para a antiga vida - decide que quer dormir com a loirinha bonitinha da aula de espanhol. Para conversar com ela, ele inventa que é tutor de espanhol e vai começar um grupo de estudo. Ela muito esperta, sabendo que ele não quer nada sério, convida pessoas aleatórias da aula para comparecer nesse grupo.
Eles se formam e as histórias são hilárias.
Abet é demais. Um Sheldon elevado ao quadrado com referencias de pop culture e que acredita mesmo que vive em um Sitcom... (irônico?)
Tem o Troy, ex jogador de futebol, que machucou o ombro ou sei lá o que e perdeu a bolsa para a grande universidade e por isso foi parar na Community College.
Bom... podia continuar descrevendo os personagens, que são demais, mas a partir da segunda temporada eles começaram a ignorar os personagens e se focarem nas referencias pop culture. Os episódios passaram a ser tributos aos mesmos.
Quando eles colocaram zumbis naquele mundo eu quase desisti. O episódio documentário da 3ª temporada, eu de fato não assisti ele inteiro.
Para uma pessoa já estudou um pouco de linguagem audiovisual, eu vejo um pouco o apelo, mas cara, eles conseguiram exagerar. A série virou só isso. Os personagens foram ignorados, mal aproveitados, deixados de lado pelo ideia de fazer em 20 minutos um tributo a algum filme/série de sucesso.
E sim, até um episódio sacaneando Glee tem - com direito a um cara aleatório no piano, e teclado que continua a tocar a música sozinha...
Outro personagem que odiei o rumo dele foi o Chang - professor de espanhol na primeira temporada e ditador com complexo de napoleão na terceira. Não gosto desse humor escrachado e idiota. Uma pessoa correndo em círculos, fingindo que é um cachorro tentando pegar o rabo não é engraçado.
Enfim, é uma série que vale ver a primeira temporada. E parar ai.
Não continue. Não vale a pena.

20 de mai. de 2012

Livro: A Rainha dos Condenados

De vez em quando eu fico com vontade de ler sobre vampiros. É legal, divertido, tem toda uma mitologia por trás, enfim, eu curto.
Já  tinha lido o "Entrevista com o Vampiro" e o "Vampiro Lestat" há muito tempo, que são os dois primeiros livros da série, conhecida como 'Crônicas Vampirescas' que tem 12 livros no total - cada um com a sua independência, porém me parece ter uma ordem lógica. É como se cada livro fosse a resposta ao anterior - pelo menos foi isso que percebi nesses primeiros 3 livros.
No caso, "Entrevista com o Vampiro" - que tem o filme com o Tom Cruise e Brad Pitty, seria o primeiro, contado por Louis (Brad) para um jornalista revelando a sua história e descrevendo o Lestat (Tom) como o cara mais malvado do mundo. Então nesse mesmo universo, "O Vampiro Lestat" conta justamente o lado dele sobre os acontecimentos, e sua busca pela origem dos sugadores de sangue. E diga-se de passagem, Anne Rice vai até o antigo Egito, na época dos faraós, para mostrar o casal original.
Nesse terceiro livro, ela continua a história, e explica com detalhes como os vampiros surgiram.
Ao longo do texto fui percebendo que muito da "originalidade" de histórias como Vampire Diaries não existe de verdade. Anne Rice já disse que vampiros e bruxas andam juntos em sua criação. Outra coisa que a autora já previa era a homossexualidade entre os seres os chupadores de sangue. Antes de Charlaine Harris - autora de True Blood - descrever os imortais como imorais, Anne Rice já deixava isso disfarçado, mas claro em suas páginas. Vampiros são seres carnais, que gostam do prazer não importa de onde vem. Entre outros detalhes que só lendo o texto e vendo as séries de vampiros por ai que se percebe.
Pensando um pouco, se você já está pressupondo que vampiros existem, qual o problema de bruxas e outros serem sobrenaturais existirem também? Isso já é um pensamento antigo meu... Se você acredita em um ser, porque não acreditar em todos? Qual a diferença entre eles? Porque vampiros - mortos vivos que vivem de sangue humano - são mais "reais" que bruxas - pessoas que conseguem conversar com os espíritos, controlá-los a algum nível. E o mesmo vale para Lobisomens, ou Zumbis. Em um mundo em que existe um, o que impede de existirem os outros?
Mas voltando ao livro, tenho que confessar que levei muito tempo pra ler. A verdade é que a história começa a ficar meio enrolada e detalhada demais. Além disso, não existe exatamente um personagem principal. A narrativa é feita por mais que 4 vampiros. E os capítulos não tem muita conclusão, até eles se entrelaçarem no final. Sempre quando me acostumava com o personagem que estava narrando e me interessava em saber mais, o capítulo acabava e vinha outro. Às vezes dava vontade de pular os capítulos e ler só o que se relacionava com determinado personagem primeiro. E até aprender quem é, qual a importância para a história geral, como esse ser se relaciona com a Rainha... Fica um pouco cansativo.
Bom, é livro meio básico se você gosta de vampiros. Fizeram o filme dele também, e assim que ver faço uma resenha aqui comparando os dois.